
Meia.noite e nenhuma luz alimentava aqele jardim ladeado por peqenos arbustos qe lá cresceram por acaso- talvez com algum cuidado pela parte dos donos da casa; não demaisado, mas o suficiente para, num fim de tarde de Verão poderem, através dos vidros do salão, cheirar o verde.
Suaves gotas de chuva caíam de uma nuvem escondida, trazendo músicas distantes e beijos perdidos. Cintilantes. Longe dos meus olhos [ qe se mantinham resolutamente cerrados ] palavras de paixão e gestos de ternura eram, como o fogo abrasador da lareira testemunhava, entregues a um outro alguém.
Tinham.me sido prometidos...
Era um erro ?
Para mim era, e aqelas peqenas lágrimas qe se confundiam com as minhas pretendiam fazer o papel do amigo qe não estava lá. Abraçavam.me. Davam.me as mãos e tentavam empurrar.me dali para fora. Mas as imagens qe os meus olhos se recusavam a ver impunham a sua evidência.
Imediatamente todo o meu corpo era uma gota doce, salgada e amarga.
Ouvi chamarem.me.
Sentei.me em frente à lenha qe ardia contente e senti uma expressão inquiridora fixar.me, o qe me obrigou a virar.me.
Forcei um sorriso e voltei a olhar o fogo.
Lá dentro.. recomeçou a chover..