
Dissemos uma mesma palavra coincidindo no momento e voltámos a rir como quando fugíamos das obrigações e nos escapulíamos atrás de um gelado e de muitas horas de conversa sobre planos futuros; sobre imaginações históricas qe até ao presente ainda não foram concretizadas.
Mas e' então qe tomo consciência de qe todo o nosso livro engloba, agora, novidades qe não tínhamos planeado e qe julgávamos, no mínimo, longe.
Mudanças, meu amor. Alterações - voluntárias ou não - do percurso qe confundem o desenrolar e o caminho para a conclusão e qe tu pensas qe são maliciosas. E e' isso mesmo qe as torna malignas: o não sabermos interpretá.las e qe te obriga a considerar.me do outro lado da linha de acção, talvez até do lado de lá de um espelho qe me reflecte como eu era.
Não sei se te peça desculpa, ou se te dê a mão enquanto vemos um filme parvo no calor de uma noite fastidiosa. E espere qe compreendas qe, cá ou lá; mais ou menos, pertenço.te só a ti, com todas as promessas lançadas ao mar numa caixinha de segredos.
E guarde a certeza de qe não me vais fugir nunca, nem vais ouvir os sussurros qe vêm de longe e te guiam para o sentido oposto.
Fica comigo. Hoje. Sempre.
Sem rompermos o cordão qe construímos a quatro mãos, duas cabeças e uma só vida.
Passa este Natal, e o próximo, e todos os outros ao meu lado e lembra.te sempre de me perguntar com os olhos. Responder.te.ei com a sinceridade do meu sorriso e do calor dos meus braços.
Deita.te ao meu lado e dorme comigo.. sonha o meu sonho. Não finjas, não duvides.
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