Toda a gente sabe qe o Circuito da Boavista anda por aí a aterrorizar os trânsitos e a mandar.nos por caminhos qe nunca ninguém percorre a não ser quando no meio da Avenida Brasil há uma fita vermelha, muitos sinais e uma placa a indicar " Desvio ". Pois foi assim qe hoje, enquanto percorria a marginal à procura de sítios para copos.de.água, passei na Rua de Fez e me lembrei de um episódio qe se passou há um ano e meio, quando vinha passar o Natal a casa.
Stressada como sou com as horas e indo, ainda para mais, voar pela primeira vez sozinha, saí da residência quase 5 horas antes do meu vôo, apanhei o
Orlybus pouco depois e, num instante, estava no aeroporto de
Orly cheia de sono, sem comer, com muito peso em roupas e prendas de Natal e uma
Minnie patinadora de peluche nas mãos.
Pespeguei.me, qual emigra entusiasmada, na fila para o
check-in e cometi o erro de olhar em volta: havia uma mãe qe tinha a cara tão tapada qe ou era um homem disfarçado, ou era uma terrorista. Apostei qe a barriga da criança qe levava ao colo era nada mais nada menos do qe uma bomba. Mais à frente, dois homens com barbas de talibãs arrepiaram.me mais um pouco, e o velhote de
keffieh à volta da cara pôs.me a tremer.
Tinha duas opções: ou me metia naqele avião e me habilitava a ir fazer tijolo, ou então passava as festanças em francês.
Engoli em seco e avancei, pé ante pé, em direcção ao balcão de
check-in. Ao ver a minha hesitação, o hospedeiro perguntou.me a rir: " Vai para Fez ? "
Eu olhei para ele, com a esperança a alargar o sorriso da minha boca.. olhei para o
placard electrónico em cima dele e, a rir muito, respondi.lhe: " Não ! Vou para o Porto ! Acho qe cheguei muito cedo.. "
Ele concordou e aconselhou.me a esperar mais uma horinha.
E eu fui comer um
Magnum Double de Chocolate, qe desapareceu das arcas congeladoras portuguesas.